sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Os diversos tipos de arte


 
Por Fátima Seehagen

Ou poderíamos dizer : - os diversos tipos de beleza? Afinal, cada um de nós acredita em um conceito de beleza particular e único, tanto quanto nos consideramos únicos. Se vamos falar sobre Arte é preciso primeiro que observemos uma certa cumplicidade de conceitos.
Sabemos que, em todas as suas manifestações, a arte é uma expressão do sentir humano transformado em símbolos, não convencionais, que não necessariamente precisarão levar o observador a significados conceituais pois, antes de mais nada, a arte deve ser sentida e não pensada.
Atualmente, quando a imitação e a cópia já atingiram as raias do absurdo, num tempo em que, na escola, a arte é apenas encarada como lazer, é comum se perguntar quais seriam os tipos de arte que existiram, existem ou ainda, caso não sobrevenha a morte da arte, existirão.

Na verdade, a arte pode ser encontrada em toda parte. Você necessita apenas olhar além de seu nariz e todo um universo , rebelde, subversivo e sobretudo corajoso irá cobrar de você uma resposta que envolve mais que um pensar crítico: a habilidade para articular reações emocionais.

Consumir esteticamente o resultado de um trabalho faz parte de uma necessidade básica do ser humano e, conforme alguns pesquisadores, até mesmo de certos animais.


Encontraremos arte desde a humanidade remota até nossos dias e, certamente, a encontraremos amanhã, pela simples necessidade de expressão artística, em todos os climas, em todas as geografias e em todas as idades.

O produzir artístico nasce de uma observação apurada que tanto pode ser dirigida para os aspectos externos quanto internos de algum fator, guiada pelos conceitos de beleza que se formaram da vivência do artista. Sendo assim, ao fazer ARTE o artista não pensa, o artista sente. Pensar seria a barreira entre a observação e a ilusão.

Enquanto esta necessidade é universal e atemporal, as formas pelas quais ela se manifesta ou seja, os tipos de arte, tanto quanto ao tema, à técnica ou ao estilo estão constantemente mudando, renovando-se no processo de recuperar a cada nova obra uma expressão pessoal.

Naturalmente fatores históricos e sociais modelam os tipos de arte porém, desde a arte pura do homem paleolítico, passando pelos gregos arcaicos, pelas leis romanas na arte, pelo poder mágico da arte e todos os "ismos" que se seguiram. Passando pela fotografia, pelo cinema, ingressando na virtualidade da nossa época, debatendo-se com a globalização, a verdadeira arte jamais se escravizará a códigos e será sempre inovadora e capaz de falar do seu tempo.

A arte, nos seus mais diversos tipos de expressão, transgredirá o estilo preponderante de cada época e falará ao sentimento humano ainda que este se encontre vazio e sem forma.

A relação então surgida entre o sentimento do artista e o sentimento do seu público jamais poderá ser uma relação lógica entre conceitos idealizados pois seria, não apenas para o artista criador como também para este mesmo público que a consome, asfixiante e enceguecedora.

Esta relação será sempre tão contraditória quanto a própria arte, onde cabem, conforme Frederico Moraes, "a regra e a emoção, o rigor e a intuição, a fantasia mais desbragada e o cálculo matemático".

Tipos de arte?

- "a arte pode ser ruim, boa ou indiferente, mas qualquer que seja o adjetivo empregado, temos de chamá-la de arte. A arte ruim é arte, do mesmo modo como uma emoção ruim é uma emoção."
Marcel Duchamp

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Fátima Seehagen Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. é artista plástica, professora de arte e coordenadora do "de fátima atelier" em Cuiabá, Mato Grosso

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